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Voluntários se reúnem para cuidar de bebês no Lar da Criança Padre Cícero

Atualizado: 11 de Mar de 2019


Correio Braziliense: Voluntárias se reúnem semanalmente no projeto Colos de Algodão para oferecer carinhos aos pequenos de até 3 anos, abrigados pelo Lar da Criança Padre Cícero


Abraços, afagos, canções, brincadeiras com sons de animais e interação afetiva. Para a maioria das pessoas que teve a oportunidade de crescer em um ambiente familiar saudável, esse tipo de contato fez parte de um processo natural vivido com os parentes durante a primeira infância. Essa, no entanto, não é a realidade dos milhares de brasileiros abandonados pela família ou afastados do convívio dos responsáveis ainda pequenos.


Segundo a professora Janaína Condessa, mestre em educação musical o bebê desde o 4º mês de gestação já possui capacidade de registros neurais e de reação aos estímulos musicais. A professora que é Diretora do Sementes Centro de Educação Musical é pesquisadora na área da educação musical e possui programas de música e terapia como ferramenta de expressão emocional. "Como cada bebê faz seus registros emocionais, cada minuto, cada momento de colo, aconchego, recepção com bom repertório musical vai influenciar no desenvolvimento da personalidade do futuro adulto", atesta Janaína.


É com o objetivo de atender a bebês em situações como essas que um grupo de 10 voluntárias se reúne, semanalmente, no Lar da Criança Padre Cícero, em Taguatinga Norte. Elas comparecem ao local todas as quintas-feiras para alegrar e oferecer carinho aos pequenos, de até 3 anos, abrigados pela instituição.


O trabalho faz parte do projeto Colos de algodão, criado para estimular e oferecer suporte a crianças que tenham sido encaminhadas pela Justiça a abrigos de acolhimento por se encontrarem em situação de risco social.


Além do Colos de Algodão, o abrigo abre espaço para receber interessados em conhecer a iniciativa e contribuir com o desenvolvimento dos bebês por meio do projeto Colos, um toque a mais. A ação ocorre no terceiro sábado de cada mês e conta com a participação de pessoas que não são, necessariamente, parte da equipe semanal.

Idealizadora dessas ações e voluntária, a professora Sônia Aparecida das Dôres, 57 anos, conta que as atividades nasceram com o objetivo de proporcionar a educação precoce das crianças. Ela conheceu o lar enquanto ainda atuava em uma escola pública de Taguatinga e deu início ao projeto no local em 2011.

Depois de se aposentar, a professora buscou formas de ajudar os bebês do abrigo semanalmente. Tudo começou com visitas para fazer massagens nos pequenos. No entanto, depois de precisar atender cerca de quatro deles sozinha, a atividade passou a se tornar exaustiva para ser feita por apenas uma pessoa. “Meu cansaço me trazia uma frustração. Quando me disseram que todas as crianças ali tinham um atraso significativo no desenvolvimento, pensei: ‘Preciso de mais pessoas aqui’. Conversei com a coordenadora do lar à época e fiz a proposta de dar colo aos bebês de lá”, detalhou Sônia.



Acolhimento


Ao chegarem, as voluntárias do Colos de Algodão participam de um momento de harmonização e preparo. As participantes realizam exercícios para se tranquilizarem, higienizam as mãos e vestem uniformes (compostos por um avental e uma touca) antes de irem ao encontro dos bebês.


O ambiente é fraterno. As crianças aguardam em quartos coloridos, repletos de brinquedos, travesseiros, berços e almofadas. Duas pessoas ficam responsáveis por coordenar as atividades do dia. Elas explicam o que deverá ser feito e decidem quem ficará com qual criança. Cada voluntária pega uma delas no colo, se apresenta e dá início às atividades lúdicas, que ocorrem por cerca de duas horas.


Segundo Sônia Aparecida, as tarefas são planejadas com o objetivo de trabalhar a autoestima e a identificação dos bebês. Por isso, elas exigem uma preparação adequada dos voluntários. “Percebemos que, quanto mais calmos estamos, melhor os bebês respondem. Eles ficam mais tranquilos e se sentem mais seguros. O processo envolve uma preparação inicial, depois conversamos, cantamos, fazemos festas em datas especiais, tomamos banho de sol com eles, damos uma volta e, por fim, colocamos todos de volta nos berços.”



Texto adaptado da matéria do Correio Braziliense https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/11/26/interna_cidadesdf,643488/como-fazer-um-trabalho-voluntario-em-brasilia.shtml


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